segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A bicharada no quarto masculino



Numa dessas noites do retiro, praticamente todos os rapazes, até os da barraca, se juntaram no quarto, que estava sem luz, e entoaram cantos estridentes de rouxinol, papagaio, chimpanzé, águia, gazela, gata no cio, galinha da angola, peru, trinca-ferro, arara-juba, lobo-guará, e outras coisas esquizofrênicas e frenéticas que não me recordo com precisão. As meninas receberam o som, que se ecoou com força em toda aquela área, como um sinal bem claro de que, em breve, haveria um grande confronto. Mas o mais importante nesta noite, é que cada um reproduziu o som do animal com o qual se identifica. Foi a oportunidade que eles tiveram de soltar os animais que estavam retraídos dentro deles.

"Jessé-do-Pulo"



Nosso querido companheiro da nossa última grande aventura no MC (Morro Cavado), Jessé, teve seu destaque como saltador em nível olímpico. Encarou inúmeras vezes a vara mortal que ,pra pular, tinha que se estabacar no chão e escorregar na lama. Pra passar por baixo, nem vou falar... mas Jessé foi destemido e encarou os mais mórbidos desafios de sua tia, e ganhou a fama de atleta. O pé também!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quem é A. A. Raphael?




É mais do que normal que muita gente ainda não chegue no primeiro dia dos retiros. Mas foi muito interessante o mistério que envolveu a espera da chegada de um retirante, após a primeira noite.
No decorrer do dia, após o almoço, houve o sorteio para os dois grupos rivais. E eis que ocorre uma inconveniente menção do nome Raphael.
_Grupo A:...A...Raphael.
Quando Sueli falou isso, todos ficaram se indagando sobre quem era esse "Raphael", no entanto, Carol jogou gelo-seco numa lagoa que já tinha névoa, e botou mais pulgas atrás das orelhas dos retirantes estarrecidos e curiosos sobre este ser misterioso. Ela viria a dizer, pouco depois, que Sueli havia dito que o nome do candidato era: A. A. Raphael.
Agora, podemos tomar a liberdade de usar o raciocínio lógico, dedutivo e politizado do FALA SÉRIO!!! Pensa comigo quatro fatos relevantes pra contestar a existência de um A. A. Raphael.
1: Nem um personagem de novela mexicana se chamaria: Antônio Armando Raphael;
Abner André Raphael;
Almir Aloísio Raphael;
Amaury Amado Raphael...ou coisa parecida.

2: Raphael não é nenhum sobrenome brasileiro, ou você já viu algo parecido com: José da Silva Raphael
Joaquim Menezes Raphael
Letícia Vidal Raphael da Costa
Raphael Coelho Raphael...ou coisa parecida.



3: Raphael não é nenhum apelido ou codinome, ou você já viu algo como: Foi preso hoje o chefe da milícia Gilmar Antunes dos Santos conhecido como Raphael. Muito menos uma mulher chamaria o seu marido de Raphael como um apelido carinhoso. Já pensou? O cara se tava Otávio. Chega em casa e a esposa fala:_Ai, que saudade do meu Raphaelzinho!
O que que ele vai pensar?_Quem é esse cara?


4: O único caso de você encontrar algo parecido com A. A. Raphael, e, mesmo assim, muito raro, é só em anúncio de jornal, quando os anunciantes colocam um monte de letra "A" na frente do anúncio, pra poder aparecer logo na primeira página. É um negócio mais ou menos assim:
"AAAAAA vendo apartamento, três comodos, ótimo estado, aceito negociação";
"AA Raphael vende apartamento. Tratar com o próprio...um negócio assim".

Mesmo assim, geral caiu na lábia de Carol e ficou como ficou, até o Raphael Velho chegar, e anaquilar a anistia antagônica dos dois ases alienados, que alimentaram a angústia e a apreensão da alma dos seus amigos, o que quase acarretou numa atenuante anarquia no nosso aprisco aprimorado, nosso ambiente abençoado. Assim acaba aqui, amém.



quinta-feira, 28 de julho de 2011

Uma desilusão sobre Tony Ramos



Depois da Guerra Fria e do enriquecimento em urânio no Irã e na Coréia do Norte, nunca houve uma ameaça tão apavorante quanto saber que o nosso Tony Ramos se depilaria antes do retiro. Contudo, mesmo dando uma aparada nos folículos superativos, Tony manteve sua fama de peludo, até que um dia, Gabriel observou as minhas pernas. O que eu tenho nas pernas, ele tem no peito. Mesmo assim, Tony ainda é "o" peludo. Tony ainda é o Tony.

Adriel pinta o 7...literalmente



Em sua terceira participação nos retiros da IBCC, Adriel não perdeu tempo e deu início a uma intensa sequência de traquinices logo na primeira noite, deixando o rosto de Guilherme parecido com o de Zumbi dos Palmares antes do tombamento. Quando Leandro viu a obra de arte, falou: Ah, não. Vou ter que ir em Campo Grande!



Depois, foi a vez de amarrar as patas do cavalo, quer dizer, os pés de Emanuel.
Isso já serviu de inspiração para o Filipe usar a sua potente buzina. Isso tudo já foi logo na primeira noite. E ainda tinha gente acordada na varanda.
Era um novo Adriel que nós vimos lá. Mais sociável, mais extravagante e mais bagunceiro. Mas era uma bagunça santa.
Agora ele também é nosso irmão em Cristo, e a fama que ele já tinha de apelidador se voltou contra ele, que agora, é conhecido como Harry Potter. O Apelidador se tornou o Apelidado.



É isso aí, Adriel. Guarde essa energia para novas aventuras!

terça-feira, 26 de julho de 2011

A repererercusão


cuidado: animais asquerosos


O primeiro dia mal começou e já temos uma história pra contar. Mas esta história não é nenhuma novidade, quando a colocamos da seguinte forma: Os rapazes intimidaram as garotas com uma perereca, ameaçando jogar o pobre anfíbio no quarto delas. Houve intensa gritaria e intermináveis escândalos durante toda a noite, por conta da iminente ameaça que estava, literalmente, batento as suas portas. Imagine que grande aventura isso se tornou, quando começaram a deslocar o animal para diversos setores das dependências do sítio.



honra ao mérito

Chegaram a trancá-lo no banheiro. Consequentemente, o ato de soltura do animal inofensivo, porém asqueroso, outorgado por Suyane, lhe conferiu o crédito de heroína, mas, somente naquele instante. Não muito tempo depois, um espécime similar da mesma criatura, muito provavelmente, o mesmo indivíduo, apareceu novamente na cozinha e foi enxotado para o quintal.




Não obstante, Társis, que outrora, comportava-se como quem tinha uma poderosa arma em suas mãos, como o Rambo, munido do "bicho", não o tendo mais, continuou a intimidar as garotas com o mesmo saco plástico que havia utilizado para portar o mesmo.
Ainda em muito tempo depois, observava-se que as garotas, ao observar vultos se aproximarem, através dos vidros transparentes da porta, já começavam a gritar, num comportamento inteiramente instintivo.
Todos esses detalhes tornam a história mais interessante, mas se você prefere um termo mais pejorativo para resumir estes fatos, podemos colocar da seguinte maneira: DEU A LOUCA NAS LOUCAS!!!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

A cultura de coco


Na recente visita ao Brasil, o presidente norte-americano Barack Obama não deixou de fazer uma menção honrosa aos sítios da Zona Oeste do Rio de Janeiro, pela larga produtividade de coco que se iniciou em 2010.
Desta vez, a menina dos olhos do mercado de produção do coco é o Sítio Esperança. Com apenas dois coqueiros frondosos, com cocos duros, porém com uma água doce como o leite "terra prometida", proprietários do sítio investem na possibilidade de transformar esta colheita numa grande produção.



O "Chapeuzinho de coco"

A vida é mesmo engraçada, pois os nossos momentos de glória e de grande felicidade nem sempre se consistem em riquezas ou grandes conquistas. Quando Lucas soube que poderia colher alguns cocos, seus olhos brilharam e seus pés se apressaram para a sua colheita feliz. Saltitava como a Chapeuzinho Vermelho, cantando:_vou alegremente amolar minha faquinha pra pegar o coco e tomar aguinha. Que gracinha!



Coco blindado



Cego pela empolgação da colheita, Lucas não percebeu o risco de vida que estava correndo em baixo dos coqueiros, enquanto cutucava os cocos com a vara de bambu. A verdade é que aqueles cocos pareciam verdadeiros maçiços de pedra pendurados na árvore. Mas, por outro lado, acho que uma das coisas que me fizeram pensar isto é que, comparado aos coqueiros do ano passado, estes eram bem maiores. De longe dava pra ver o Lucas se aventurando na colheita e o som dos cocos que caíam eram um verdadeiro estrondo.



Apelação de coco



Neste retiro, muitas pessoas se esqueceram de levar seus pratos, copos e talheres. Solidário com esta situação, Lucas achou por bem fazer copos de coco, o que, obviamente, não deu certo. Aí, a gente sempre ouve a Suyane gritando:_Quem pegou a minha caneca roxa?! Houve também quem tenha comido a salada com a mão, mas prefiro não citar nomes para evitar constrangimentos.